PUBLICIDADE

Cuidado com casos de Leptospirose, alagamentos e utilização de latinhas de refrigerantes e cervejas, podem ser causadores

No final do ano é muito comum as chuvas e alagamentos, consequentemente há o risco de se ter casos de leptospirose.

Essa doença grave, que é provocada por uma bactéria eliminada na urina do rato, em especial nos períodos de chuvas.

Algumas precauções quanto as chuvas e alagamentos são: andar somente calçado, não entrar em áreas alagadas e inutilizar os alimentos que tenham sido cobertos pela água contaminada estão entre as orientações repassadas à população.

Se for necessário entrar em área alagada, além de usar botas e luvas longas ou improvisar esse tipo de proteção com sacos plásticos bem fixados junto ao corpo, é muito importante não beber a água contaminada ou levar a mão molhada com a mesma à boca ou aos olhos. Isso pode fazer com que a bactéria penetre por lesões – mesmo imperceptíveis – existentes na pele e nas mucosas. Os moradores das áreas mais sujeitas a alagamentos também são informados sobre a importância, nessa situação, da limpeza de toda a casa e da caixa d`água com hipoclorito de sódio ou água sanitária. Também é necessário o exame cuidadoso de cada cômodo, a fim de detectar a presença de cobras ou aranhas.

Conheça a doença e saiba como se proteger A leptospirose é uma doença infecciosa febril de início abrupto e que se caracteriza por ser um problema importante de saúde pública não só no Brasil mas também em outros países tropicais emergentes.

A doença é transmitida pela bactéria Leptospira, eliminada com a urina dos roedores.

Nos períodos de chuva que podem causar alagamentos, ela se dissemina com mais força, podendo contaminar também animais como os cães que, além de funcionarem como reservatório do agente infeccioso, também podem adoecer e morrer por causa dele.

Quem se expôs a alguma dessas situações de risco e apresenta sintomas parecidos deve procurar o serviço de saúde mais próximo o mais rápido possível.

O período de incubação da leptospirose varia de 1 a até 30 dias, sendo mais freqüente ocorrer entre o quinto e o 14º dia. Seus sintomas clássicos são a febre repentina, comumente acompanhada de dores de cabeça e nos músculos (inclusive na panturrilha ou batata da perna), icterícia.

O tratamento pode ser ambulatorial, à base de medicamentos e acompanhamento diário para os casos leves. Nos casos graves, requer internamento hospitalar.

Os óbitos estão associados a alterações respiratórias, insuficiência renal e hemorragias.

E bom lembrar que é raro, mas acontece também contaminação por meio de se beber em recipientes que possam ter contato com a urina dos ratos, um bom exemplo disso são as latinhas de refrigerantes e cervejas, pois os mesmo ficam expostos em depósitos de revendedoras, em supermercados ou na própria residência e podem vir a ser contaminados.

Em Leopoldina já tivemos casos de Leopoldinenses que vieram a óbito pela doença, sendo que alguns foram contaminados em outros municípios.

O ideal é que os comerciantes lavem, no caso das latinhas, as mesmas com a passagem de esponja e sabão, pois só água não elimina o risco, antes de colocarem nos freezers e as pessoas evitarem tomar no bico ou até mesmo tomarem cuidado ao utilizar tais latinhas.

Há ainda a possibilidade de ingestão de alimentos contaminados ou se beber água contaminada, inclusive a utilização de açudes não fica descartada.

 


Deixe seu comentário

Posts relacionados