Morador de rua morre nesta manhã de domingo nas imediações da Praça da Bandeira

Nesta manhã de domingo, dia 20 de maio, um fato lamentável aconteceu nas imediações da Praça da Bandeira: um morador de rua morreu. Segundo informações o mesmo esteve bebendo e batendo papo com outros moradores durante toda a noite e por volta das 5 horas começou a passar mal e a vomitar sangue e veio a óbito. O SAMU compareceu ao local e tentou reanima-lo por cerca de 40 minutos e não obteve êxito. 

Segundo moradores da área a causa morte pode ser a bebida e doenças adquiridas nas ruas, principalmente nesse período onde o frio durante a madrugada fica mais presente. 

A realidade do morador de rua é complicada, muitos preferem essa vida ao ficar junto com os seus familiares, outros se recusam a ir para um abrigo, não só em Leopoldina como no país. Geralmente há um cunho psicológico envolvido e as pessoas nessa vida se encontram e acreditam ser o melhor para eles, por isso é preciso uma atenção especial das autoridades. 

Não basta apenas retirar de um local e levar a outro, não basta levar ao abrigo provisório ou leva-lo para outro município e muito mais complexo, é preciso um trabalho coletivo entre área social, área médica e outros agentes públicos.  

O morador de rua muitas vezes sofreu uma decepção ou teve um surto e chegou a esse ponto, é preciso conhecer a sua história e para que ele possa confiar e quebrar a barreira entre ele e a sociedade é necessário paciência e tempo. 

Há alguns anos participei do Conselho Municipal de Assistência Social e abordamos esse ponto, na época havia a patrulha noturna que recolhia os moradores e tentava dar encaminhamento a sua família e dar acima de tudo dignidade ao ser humano. 

Houve uma campanha “não de esmolas”, que visava a orientar as pessoas a não darem dinheiro as pessoas das ruas, pois, pois, o dinheiro muitas vezes é utilizado para compra de bebidas e drogas e facilita os moradores no caminho ilusório que a situação temporária é criada.  

Já houve casos de pessoas que trabalhavam com essa área terem conseguido localizar os familiares na Bahia e proporcionarem o reencontro e o retorno ao seio familiar e como eu acompanhei internamente havia um tempo de adaptação, bem como há casos que a pessoa foge de novo ou não aceita esse retorno e há casos que nem se recordam mais da vida que tinham antes da atual realidade. 

A verdade é que há projetos sociais voltados para esses moradores e essas pessoas e é preciso um trabalho continuo e árduo para que se melhore ou amenize o problema, o importante é não se fechar os olhos ou jogar o problema para debaixo do tapete.  

Hoje é necessário se ajudar a ter dignidade, oferecendo o apoio necessário para que as pessoas se sintam úteis e tenho a auto estima mais elevada. Um acompanhamento visando dar qualidade de vida melhor, proporcionar atendimento para afastar dos vícios e uma forma de obter o seu próprio sustento. 

Enfim, a vida nos mostra que todos estamos sujeitos a quedas e desilusões, a termos problemas psicológicos. 

Não tenho dados do morador de rua que faleceu, de onde era, idade, nome, mas o fato por si só já é lamentável e quem sabe serve de alerta as autoridades e as entidades que abraçam a causa. 

As fotos de capa foram enviadas por amigos do WhatsAPP.


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