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Traficante apaixonado

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De traficante apaixonado a homicida

Olá nobres leitores e amigos. Esses últimos dias “tá osso” (como diria o nosso outro editor Wesley) parar para escrever e dialogar com vocês, mas me ocorreu um fato que não poderia deixar de socializar aqui. Vejam  só:

Há alguns meses participei de uma Audiência, onde fui ser ouvido junto com a guarnição, a respeito de uma prisão realizada no ano passado (maio de 2016). Neste evento, conseguimos capturar um traficante, um usuário e apreender um revólver cal. 38, 15 munições do mesmo calibre (intactas) e 198 pedras de crack; tudo feito dentro dos rigores da lei e sem qualquer tipo de excesso. Fomos elogiados até pelo traficante (kkkkk). Acontece que a namorada do acusado – que deveria ter sido presa também – conseguiu fugir “ bem embaixo dos nossos bigodes” e disse em juízo que não estava em casa na hora do ocorrido, entre outras coisas mais.

Resumo da ópera: o MP queria a todo custo descaracterizar a legalidade da prisão sob o argumento de que nós (os policiais) teríamos cometido abuso de autoridade e falso testemunho; faltou só pegar o ‘cabra’, reintegrá-lo a sociedade e ao seu ninho de amor. Muitas vezes até parece que o certo é traficar e o errado é combater o crime.

Pois bem, recentemente o traficante supramencionado saiu no indulto e ao pisar os pés na rua descobriu que a sua amada estava tendo um relacionamento extraconjugal com outro “mala” (infrator). E então, o que aconteceu? Quem dá mais? O ex-namorado, que já estava sendo procurado pela polícia por não ter retornado do indulto, a estrangulou e matou na frente dos filhos. Que ironia, hein?

O traficante apaixonado ainda está solto e agora subiu um degrau na escala do crime e poderá ser chamado – também – de homicida; já a sua amante, que até mentiu para lhe proteger, foi morta pelo seu príncipe e algoz.

A história do traficante apaixonado até poderia ser um conto de fadas, tem todos os ingredientes: o mocinho, a princesa e o carrasco. O problema é que o carrasco continua sendo a famigerada polícia que ralou para cumprir sua missão; já o mocinho, não pode ser culpado porque matou por amor.

Autor: Weslley

Fonte: http://www.queroserpolicia.com.br/

NOTA DO SITE

Os textos reproduzidos deste site tem por objetivo colocar as pessoas a refletirem sobre os assuntos tratados. Como o site não tem colunistas trazemos alguns assuntos diversificados para que o leitor tenha variedade. E neste caso específico o autor é meu conhecido e valorizo as suas crônicas.


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